Quer ser reconhecido como um excelente líder? Seja antes, líder de si mesmo!

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Amo estudar sobre liderança e não me canso.

É um assunto pelo qual sou apaixonada desde que alguém viu em mim potencial para liderar.

Óbvio que esse alguém era um verdadeiro líder. É assim que funciona a “roda da liderança”. Líderes formam líderes. Você entra no mercado de trabalho, muitas vezes bem novinha, sem experiência alguma e alguém com uma visão incrível enxerga além e aposta em você, mesmo que você não acredite ainda em si mesma.

O que me intriga é que mesmo com toda a informação disponível na internet sobre este tema, que é a fonte de muitos, pouco se transforma em conhecimento e prática. Não falo de perfeição e não acredito em líder perfeito, mas existem condições inegociáveis para se assumir uma responsabilidade como esta.

Chega a ser cansativo ter que voltar a falar na diferença entre chefe e líder. Dizem que a era do chefe já passou. Hello! Passou nada, minha gente! Pode ter passado a era, mas ele ficou perdido por aqui. Ele está por aí infiltrado nas melhores empresas e disseminando o terror e aterrando talentos. E eu fico pensando como pessoas, muitas vezes queridas, conseguem “liderar” tão mal suas equipes. Como vão extrair a criatividade de seus liderados e abrir passagem para novos líderes, se não possuem competência e linguagem para isso?

Eu vou te dizer uma coisa muito importante, mas muito importante mesmo: Tem gente no lugar errado e que não deveria aceitar a posição de liderança (pelo menos ainda não e para o seu próprio bem). E não adianta julgar e querer crucificar essa pessoa. Já parou para pensar que ela pode ter sido colocada lá sem treinamento algum?

Há quem diga que um líder nasce líder e ponto, e há quem diga que podemos desenvolver líderes.

Eu fico com a segunda opção, pois sou uma resposta disso. Era tímida, sem experiência e já fui muito ingênua também. No entanto, a minha essência condizia e condiz com algo muito simples e primordial em uma liderança: Antes de qualquer coisa, eu preciso ser líder de mim mesma.

Veja o que diz Rosa Krausz, autora do livro Coaching Executivo – A Conquista da Liderança (Ed. Nobel), dentre outras coisas geniais, sobre a importância de desenvolver a competência relacional:

Como pode alguém liderar uma equipe se o seu próprio comportamento não traduz inspiração, responsabilidade, foco, direção, flexibilidade, coletividade e multiplicação?

O que tenho visto por aí? Gente boa em cargo de liderança fazendo besteira porque foi colocada ali para preencher um buraco na empresa, sem critério nenhum. O dia em que todos entenderem que liderança não é cargo e sim uma responsabilidade, tenho absoluta certeza que a qualidade dos relacionamentos e dos resultados será altamente positiva.

Gosto do que diz Lucila Sciotti, superintendente de operações do Senac São Paulo:

“A liderança não é uma condecoração, ela é uma responsabilização”

Eu poderia citar aqui os tipos de liderança em tópicos e explicar o que significa cada um deles, mas não vou fazê-lo desta vez, pois é outro assunto tão batido, que me consideraria repetitiva e redundante. Há literatura suficiente e disponível para quem quiser pesquisar mais. E mais importante que isso, é transformar essas informações em conhecimento que o levarão à pratica. Diferente disso se tornará informação vazia.

Prefiro concluir com a intenção da objetividade e urgência para algo que ainda está latente nos dias de hoje:

Há uma necessidade de atenção para a forma como nos comunicamos, primeiramente internamente e depois externamente. Se toda vez que você errar, você disser para você mesmo: “Eu sou mesmo um burro!”, o seu cérebro, que não é seu amigo, (como aprendi com a Maria Leticia Leite – Coach e Mestre em PNL – Programação Neurolinguística), absorverá exatamente o que você está dizendo, e pior, transformará essa linguagem em crenças limitantes que poderão criar barreiras no seu desenvolvimento, primeiro pessoalmente e consequentemente, profissionalmente.

Ainda sobre o que disse Rosa Krausz no primeiro vídeo acima, achei interessante e é algo para se refletir, quando ela nos lembra que as línguas latinas são autocráticas. Ela dá o exemplo quando dizemos a uma criança: Cuidado, você vai cair! E a criança como é obediente, cai. Com isso a criança comprova que o pai ou a mãe tinha razão. E assim vamos passando essa linguagem de geração em geração.

Se não tivermos atenção sobre isso, já, de nada adiantará estudar e fazer treinamentos em liderança, pois acabaremos por levar isso para dentro das nossas relações, dos nossos trabalhos e das nossas próprias formas de liderar.

Vejo que a primeira coisa a se providenciar é a mudança em seu diálogo interno, de forma responsável. Reconheça suas fragilidades, mas não torne isso uma autopunição. Dialogue com você mesmo trazendo à tona e focando nas vitórias alcançadas, não nas derrotas. Esse é um exercício diário. Tenho absoluta certeza de que se você consegue ser antes, líder de si mesmo, sua liderança alcançará positivamente os resultados que espera de sua equipe de trabalho.

Bom trabalho!

Sucesso e um forte abraço!

Ghislaine Sandri

Coach de Carreira – Future-se Coaching

Ghislaine Sandri

About Ghislaine Sandri

Diretora da Future-se, Personal & Professional Coach membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC). Formada em Turismo, com especialização em Marketing, tem vivência como líder nas áreas administrativa, marketing e hotelaria e é apaixonada por temas como: Desenvolvimento Humano, Gestão de Pessoas, Comportamento, Coaching, Liderança e Endomarketing.

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