“Hang the DJ” – Quem controla o tom dos seus relacionamentos e de sua carreira?

“Hang the DJ” – Quem controla o tom dos seus relacionamentos e de sua carreira?

Se você acompanha a série The Black Mirror na Netflix, já deve ter assistido ou assistirá em breve, o 4º espisódio da quarta temporada, “Hand the DJ” (enforquem o DJ). Calma! Não é spoiler.

Para entender o porquê do título, fui pesquisar sobre a música. Hang the DJ está no refrão da música Panic (1986) da Banda The Smiths e é uma espécie de crítica às músicas enlatadas tocadas indiscriminadamente pela Inglaterra, mas que não exclui outras metrópoles, como as nossas aqui no Brasil, por exemplo.

Acredito que o título seja uma alusão ao que consumimos sem poder de escolha, mas neste artigo quero apenas enfatizar a importância de fazermos nossas próprias escolhas e tomarmos nossas próprias decisões.

Mundo ideal somente sob as reflexões de Platão. Então vamos colocar os dois pés no chão e encarar que precisamos enfrentar os desafios e os medos, e aprender a lidar com as imperfeições e com os ciclos normais da vida.

Você realmente acredita que seria mais feliz sem os percalços cotidianos? Podemos até evitar criar problemas, mas os já existentes precisam ser resolvidos.

Assim também é o controle das coisas. Podemos manter o controle de situações, mas nunca controlar pessoas, o que me parece ser uma ambição de alguns.

Deixe-me ser mais clara. Você já se relacionou com alguém manipulador e controlador? Ou já trabalhou para alguém que mantinha tudo e todos sob o seu controle? Tanto nos relacionamentos pessoais quanto nos profissionais, isso ainda existe e por mais que estejamos vivendo um novo tempo, muitos ainda se deixam dominar por medo ou por comodismo. Seja por uma pessoa ou por um sistema.

Vamos aos fatos:

Medo – Medo de perder a pessoa amada, de perder o emprego ou o conforto.

  • No relacionamento: O outro te controla e te manipula. Não são mais seus sentimentos que estão em jogo e sim sua autoestima e seu brio.
  • Na carreira/ trabalho: Seu superior (me recuso aqui a chamar de líder) sabe que você precisa do emprego e por isso faz ameaças e te humilha perante os colegas de trabalho.

Comodismo – Está acomodado em uma relação falida, de interesses ou acomodado em um emprego que não te traz mais nenhum tipo de alegria, somente a remuneração.

  • No relacionamento: Você se submete a certas situações para não se aborrecer e vai “empurrando com a barriga”, mesmo passando por situações vexatórias.
  • Na carreira/ trabalho: Mesmo sabendo que não há crescimento vertical, não se esforça em buscar aperfeiçoamento para um possível crescimento horizontal, onde você talvez possa encontrar até mais prazer no que faz. Está acomodado por um sistema que te mantém aprisionado na zona de conforto.

Isso eu posso contar. Neste episódio, durante todo o tempo de comunicação com o sistema, as pessoas se referiam a uma coach que explicava como deveriam proceder. Sem nenhum envolvimento emocional, as ações e as regras eram ditadas com rigor.

Já vi em alguns filmes e séries, o papel de coach ser confundido com consultor, mentor e até mesmo com conselheiro, mas acredito que seja mais um termo técnico. Assim como técnicos de futebol são também chamados de Coaches.

Este então é o inverso da minha proposta de trabalho. Ao contrário de um sistema ditador, meu propósito é primeiramente criar empatia e oferecer minha parceria (o meu “tamo junto”) e obviamente, aplicar ferramentas que estimulem as pessoas a buscarem suas próprias respostas e tomarem suas próprias decisões.

Tem coachee que quase fica bravo comigo quando me recuso a dar opinião relacionada a decisões. Dou sim, apenas sugestões de planejamento, pesquisas e métodos que ajudam no desenvolvimento pessoal e profissional, mas jamais ditarei o que devem fazer. Os resultados são os melhores possíveis. Isso é coaching purinho.

Então o que concluo com esta análise sobre o episódio “Hang the DJ”? Que na maioria das vezes, as pessoas estão acostumadas a seguirem opiniões e conselhos de outros, por medo de assumirem a responsabilidade em tomar uma decisão e acabarem sofrendo em seus relacionamentos. Assim também no âmbito profissional. O medo de possíveis mudanças em suas carreiras, as fazem estagnar.

Isso é cômodo, pois é a maneira mais fácil de se esquivar de uma responsabilidade. Isso na verdade é imaturo.

Minha sugestão é que se você for buscar conselho ou mesmo uma boa mentoria, que seja para um método específico relacionado a técnicas que contribuirão para os seus negócios ou para seu trabalho, mas jamais permita que tomem uma decisão por você. Até porque você não vai aguentar por muito tempo. rs

Alguns sistemas já existem e até facilitam as nossas vidas, nossos encontros e nosso trabalho, mas é você quem decide se quer ou não ser controlado. A responsabilidade será sempre sua. Pense nisso!

Assim como eu, você também poderá extrair alguma mensagem deste episódio. Compartilhe aqui com a gente. Adoro papo cabeça. rsrsrs

Abraços,

Ghi

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Ghislaine Sandri

About Ghislaine Sandri

Diretora da Future-se, Personal & Professional Coach membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC). Formada em Turismo, com especialização em Marketing, tem vivência como líder nas áreas administrativa, marketing e hotelaria e é apaixonada por temas como: Desenvolvimento Humano, Gestão de Pessoas, Comportamento, Coaching, Liderança e Endomarketing.

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