Como eu alcancei alguns objetivos pessoais e profissionais mesmo quando algumas pessoas não acreditaram que eu conseguiria

mulher duvida

Como eu alcancei alguns objetivos pessoais e profissionais mesmo quando algumas pessoas não acreditaram que eu conseguiria

Se tem uma coisa que quase desanima a gente, é a falta de apoio, principalmente de quem você mais espera. Família, amigos pessoais e de trabalho. Você dá uma notícia, compartilha um sonho ou um projeto e aquele olhar de incredulidade é quase fatal. Sem contar que as pessoas mais expressivas entortam a boca e o nariz e franzem a testa. Mas fazer o que? São pessoas que a gente ama. Tudo que você tem que fazer é manter-se firme e ir mostrando aos poucos que aquilo não era impossível.

Eu fui uma criança tímida. Quem me conhece e convive comigo hoje, não consegue imaginar. Nada de muito grave, mas eu sofri um pouco com isso. Ruborizava com facilidade e não gostava de festas. Hoje? Ainda fico vermelha dependendo da situação, mas adoro festas, ainda que eu prefira programas mais intimistas. Descobri que timidez é bem diferente de ser reservada.

Me lembro de uma situação no colégio que só os tímidos entenderão (risos) A professora era a Irmã Isabel, uma freira séria, mas que tinha lá seus momentos descontraídos. Lembro que ela, quando falava com paixão sobre alguma coisa, dava uns pulinhos tirando só os calcanhares do chão. A aula era de matemática e se não me engano estávamos na antiga terceira séria. Acho que agora é a segunda série do ensino fundamental. Eu tinha uns 8 ou 9 anos de idade. Não me lembro exatamente, pois faço aniversário em maio.

Bem, estava eu quietinha e prestando muita atenção na aula, já que matemática não era muito a “minha praia”. Eu estava entendendo tudo! Então ela faz uma pergunta e ninguém levantava a mão. Eu achava que sabia a resposta e por uma fração de segundo, me veio uma coragem não sei de onde e eu levantei a mão.

Ela repetiu a pergunta e eu respondi. Ela deu um pulo! Exato! Ela gritou. Se fosse o Silvio Santos ele diria: certa a resposta! rsrs

Gente, eu gripada, dei uma tossida de nervoso que acabei sujando minha mão de catarro. Imagine a cena! Eu, vermelha igual a um camarão e com o catarrinho escondido na mão. Não tinha um lenço, nada. Tive que esperar o horário do recreio (intervalo) para ir ao banheiro lavar as mãos. Para uma pessoa tímida, até o acertar a resposta publicamente é desconcertante.

Hoje não sou totalmente extrovertida, mas posso dizer que superei aquela timidez que atrapalha a vida. Por que falei sobre timidez? Porque quando se é tímida, a pessoa não consegue passar muita certeza e segurança das coisas. Não que ela não acredite em si própria. É mais uma falta de jeito de se expressar mesmo. Falta sabe o que? “Empoderamento”, que é a expressão em voga nos últimos tempos. E uma mulher empoderada, ninguém segura (risos).

De uma coisa eu sei: Quando você está determinado(a), você age de uma forma que as pessoas passam a te apoiar. E se for determinação mesmo, você vai até onde não der mais, mesmo sendo uma pessoa tímida.

Dois dos significados da palavra determinação que eu gosto muito, é decisão e resolução (Priberam). A determinação supera obstáculos como medo, insegurança, timidez. É sobre esta palavrinha que parece “magica”, que eu quero falar.

 

Alguns dos objetivos que alcancei com determinação:

  • Para começar, e depois de eu dizer que fui tímida, vejam que superação! rsrs Hoje eu rio, porque sou muito grata a Deus e à minha família pelo apoio que tive. Filha única por parte de mãe, adolescente, extremamente precoce física e emocionalmente, grávida. Depois de quase “matar” minha mãe e minha tia do coração com a notícia, minha vida foi mexida de uma tal forma que amadureci uns 10 anos em 9 meses. Apesar de adolescentes, eu e meu namorado assumimos com muito amor a gravidez e queríamos ficar juntos. Com a autorização da minha mãe nos casamos no cartório e até em uma igrejinha. Não sirvo de exemplo para ninguém, mas não posso deixar de dizer que comigo foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Eu amava aquela barrigona e conversava com meu bebê constantemente. Pois bem! Para a surpresa da obstetra da época e da minha família, eu queria que o parto fosse normal. Reconheço que era lógica a preocupação das pessoas mais chegadas, já que eu era muito nova. E mais expressões faciais! rs Bem, eu gostava e tinha confiança na médica, mas ela não faria meu parto se não fosse cesariana. Inconformada, fui buscar informações e por indicação de uma vizinha, comecei a fazer ginástica para gestantes que optaram por parto normal, e, por indicação de uma amiga da família, fui me consultar com um médico “doido” do INPS (hoje SUS) e ele topou fazer o parto normal. Ele olhou para mim e disse: Por que não? Você já é um mulherão. Ele se referia ao meu tamanho mesmo. Sempre fui grandona. Não ignorei os riscos não. Se uma segunda opinião tivesse dito que eu não poderia, eu teria aceito, mas a minha determinação me levou a buscar e alcançar o que eu desejava e acreditava que era o melhor para mim. 07 de dezembro de 1984, 1h30 da manhã começaram as contrações. Liguei para o hospital e meu médico estava lá de plantão. Depois liguei para a dna. Doris, minha professora de ginástica para gestantes, que generosamente se ofereceu para me acompanhar no parto. Ela me orientou em todos os detalhes possíveis e lembro que ela dizia nas aulas: “Dor é psicológico” rs E foi assim que eu soube tudo o que estava acontecendo comigo e mantive um controle absurdo. As enfermeiras ficaram admiradas. Às 7h10 da manhã nasce a minha bebezinha, Laíze Damasceno, hoje com 32 anos. O parto? Normal. Foi lindo! Pena que não filmamos. Recentemente soube que a dna. Doris faleceu há alguns anos. Ela cumpriu a sua missão e seu propósito. Até hoje guardo um cartão que ela nos enviou alguns anos depois do parto, onde ela diz que meu parto virou “case” em todas as suas aulas a partir de então. Muitas mulheres tinham medo do parto normal e ela sempre falava da minha determinação apesar da pouca idade. Acho que de certa forma, também cumpri uma missão. rsrs Vejam que pessoa linda!

 

  • No âmbito profissional, uma das lembranças que mais gosto, foi quando eu aceitei o desafio de ler e analisar mais de cinquenta contratos de manutenção em um período muito pequeno. Antes, os contratos da Filial Rio de Janeiro, onde eu trabalhava, estavam sob a administração da matriz em outro estado, e quando meu gerente me perguntou se eu encararia o desafio, eu disse não, não posso deixar passar esta oportunidade. Então, chegaram os contratos. Eram mais de três caixas cheias. E mais expressões faciais! rs Era como se me dissessem: você não vai conseguir. Então eu comecei. Com a ajuda do supervisor e do gerente, fui entendendo os termos e o que eu não sabia eu ia estudar. Fui promovida e logo conseguimos uma vaga de assistente. Tive duas maravilhosas ao longo do meu trabalho lá, a Andréa e a Gabriela. Fomos colocando tudo em ordem, não só em relação aos arquivos, mas também em relação aos contratos que precisávamos renovar, reajustar e também clientes a reconquistar. Eu estava tão determinada a entregar tudo no prazo, que muitas vezes saí do escritório depois das 21h00. Resultado: Triplicamos o faturamento da filial Rio em menos de um ano.

 

  • Aos 29 anos descobri que estava hipertensa. Motivos: herança genética – aquela que ninguém quer (risos) e estava com 20 quilos acima do peso devido a uma péssima alimentação. Além de fast food, lanchinhos, docinhos e happy hour, eu também fui fumante. Sempre fui grandona e gordinha, mas eu tinha perdido a noção do estrago que estava fazendo com a minha saúde. Precisava dar um jeito nisso! Depois de alguns “puxões de orelha” de um médico amigo e do choque de realidade ao descobrir que a pressão arterial estava alta, fui buscar ajuda. Estava determinada a mudar tudo isso. Foi quando resolvi começar pelo emagrecimento. Comecei a participar de um programa semanal de reeducação alimentar e vou dizer que não foi fácil conviver com as mesmas pessoas de sempre. Estava muito determinada. O chato era quando eu me recusava a passar do segundo chope ou a participar das guloseimas compartilhadas no escritório. Eu era chamada de chata e paranoica. Sofri, viu?! Eu cheguei a evitar sair com os amigos para não virar alvo de piada e implicância. Mas foi assim que eu consegui perder 20 quilos em menos de um ano. Recuperei minha saúde com a reeducação alimentar e já havia parado de fumar. Ainda que eu precise eliminar peso, pois ganhei de volta uns quilinhos, meus exames de rotina estão ótimos.

 

  • Resolvi fazer a formação em coaching em 2015. Mais expressões faciais negativas. Gente, que coisa chata e triste é querer mostrar minha empolgação para as pessoas mais chegadas e não ter aquele apoio, sabe? Ainda mais se tratando de transição de carreira. Acho que na época, a única pessoa que me deu total apoio, foi a minha filha. Outras até apoiaram, mas com aquela dúvida nítida no olhar e no torcer de boca e nariz. Eu tinha acabado de pedir demissão de uma empresa onde eu não estava feliz. O que em meio a uma crise no país, as pessoas acharam um absurdo. Então você pode imaginar o bombardeio que sofri, ainda mais quando eu parava para explicar porque tomei esta decisão, mesmo dizendo que me planejei financeiramente para isso. Além disso, vi muita resistência sobre o conceito do coaching. Poucas pessoas entendiam o que era o coaching. A maioria achava que era uma espécie de terapia ou consultoria. Eu ouvi cada coisa! Mas sabe que foi até bom?! Eu descobri que eu estava preparada para explicar e me posicionar. Minha determinação em defender minha nova profissão, desde então me leva a conquistar clientes maravilhosos. Alguns se tornaram meus amigos.

 

  • Para terminar e descontrair, sabe a imagem que compartilhei logo acima? A determinação é a chave mestra! Eu publiquei no Facebook um dia após ter conseguido abrir um cadeado Pado TSA com segredo de umas quatro engrenagens, se não me engano, sem saber todos os números, nem a posição exata. Calma, eu não usei truques mágicos. Minha filha que mora em São Paulo, tinha arrumado a mala para vir para o Rio de Janeiro e ainda em casa esqueceu completamente a posição e a sequência dos números. Ela só se lembrava de dois números. Somente uma chave mestra poderia abrir o cadeado. Pensou-se até em quebrar o dito cujo assim que ela chegasse na minha casa. Ao chegar, e chateada como estava, ela queria encontrar logo uma solução. Foi quando eu disse: Estou determinada a abrir essa “bagaça”! Eu cheguei a fazer aquele gesto de mágica, sabe? Ela olhou para mim e riu incrédula. O que eu fiz? Parei tudo e com a informação dos dois números que ela tinha, eu pacientemente fui tentando várias sequências, engrenagem por engrenagem. Acho que não levou mais de meia hora. Não me peça para fazer de novo. rsrsrs Quando o cadeado se abriu, ela arregalou os olhos e eu soltei um grito. Gente, que sensação interessante sentimos. Diante do que parecia impossível, o que você acha que me fez conseguir isso? Determinação! Sinceramente, eu não sei se existe uma lógica e eu acabei tendo sorte, mas o que eu quero dizer é que poderíamos ter simplesmente desistido, mas resolvemos tentar e deu certo.

Eu tinha mais coisas para compartilhar, mas não sou adepta de textão rsrs Então vou deixar outros “causos” para uma futura oportunidade. O que eu quero mesmo é dizer que quando estamos determinados a conseguir algo, seja um objetivo, um sonho, uma meta, qualquer coisa, nós vamos investir tempo, paixão, cuidado e “coração” para alcançar. E na maioria das vezes, vamos conseguir.

No coaching não há resultado sem ação. Brincando um pouco com a palavra, é quando você DETERMINA a AÇÃO que você começa a se mover em direção aos resultados esperados.

Você gostou deste artigo? Tem alguma experiência como base em determinação que gostaria de compartilhar?

Sucesso e um forte abraço.

Ghislaine Sandri

Coach de Carreira

ghislaine@future-se.com.br

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Ghislaine Sandri

About Ghislaine Sandri

Diretora da Future-se, Personal & Professional Coach membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC). Formada em Turismo, com especialização em Marketing, tem vivência como líder nas áreas administrativa, marketing e hotelaria e é apaixonada por temas como: Desenvolvimento Humano, Gestão de Pessoas, Comportamento, Coaching, Liderança e Endomarketing.

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